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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Atualizado em 11/02 às 21:30 Monitoramento de Terrremotos


11/02 22:59 2.8 LEVE Sul do Alasca 100 0 0
11/02 21:46 5.3 MODERADO Ao largo de Bio-Bio, Chile 28 1335 0.1
11/02 21:01 4.8 LEVE Ao largo de Bio-Bio, Chile 27 225 0
11/02 20:58 2.7 LEVE Alasca Central 6 0 0
11/02 20:05 6.8 MUITO FORTE Ao largo de Bio-Bio, Chile 28 237720 11.9
11/02 18:14 4.4 LEVE Ilhas Andaman, próximo à India 30 45 0
11/02 17:56 4.2 LEVE Grécia 1 15 0
11/02 17:16 4.4 LEVE Sul da Grécia 48 45 0
11/02 17:09 4.3 LEVE Região de Hindu Kush (Afeganistão) 154 30 0
11/02 17:03 2.7 LEVE Ilha do Havaí, Havaí 0 0 0
11/02 15:20 2.7 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 19 0 0
11/02 13:30 4.4 LEVE Ilhas Leeward, próximo à Dominica 178 45 0
11/02 13:20 4.4 LEVE Em território mexicano, local incerto 24 45 0
11/02 12:53 4.8 LEVE Leste de Nova Guiné, Papua Nova Guiné 192 225 0
11/02 11:06 4.8 LEVE Mar das Molucas 80 225 0
11/02 09:06 4.4 LEVE Região das Ilhas Marianas 295 45 0
11/02 04:11 3.8 LEVE Próximo às Ilhas Kodiak, Alasca 25 0 0
11/02 03:54 4.9 LEVE Mar de Banda 138 330 0
11/02 03:31 4.9 LEVE Sul das ilhas Fiji 558 330 0
11/02 03:23 3.4 LEVE Região da República Dominicana 3 0 0
11/02 02:46 5.0 MODERADO Região de Tonga, na Polinésia 34 465 0
11/02 02:37 2.9 LEVE Alasca Central 0 0 0
11/02 01:29 4.8 LEVE Região das ilhas Fiji 363 225 0
11/02 01:13 2.9 LEVE Sul do Alasca 6 0 0
11/02 00:48 4.8 LEVE Região das Ilhas Volcano, Japão 21 225 0
10/02 23:19 4.6 LEVE Java, Indonésia 135 105 0
10/02 22:02 4.9 LEVE Sul das ilhas Fiji 542 330 0
10/02 18:54 5.0 MODERADO Ilhas Kermadek, Nova Zelândia 13 465 0
10/02 18:37 2.6 LEVE Ilha do Havaí, Havaí 2 0 0
10/02 18:30 3.6 LEVE Ilha do Havaí, Havaí 4 0 0
10/02 16:41 4.7 LEVE Sul das ilhas Fiji 486 165 0
10/02 15:58 4.8 LEVE Ao largo da costa de Valparaiso, Chile 8 225 0
10/02 15:55 2.6 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 49 0 0
10/02 15:16 2.6 LEVE Sul do Alasca 18 0 0
10/02 14:55 3.7 LEVE Nevada, EUA 10 0 0
10/02 14:41 6.7 MUITO FORTE Mar de Celebes 512 168300 8.4
10/02 14:39 6.5 MUITO FORTE Mar de Celebes 528 84345 4.2
10/02 13:03 5.4 MODERADO Próximo à costa leste de Honshu, Japão 35 1875 0.1
10/02 09:39 4.7 LEVE Península do Alasca 70 165 0
10/02 09:27 4.7 LEVE Ilhas Curilas, Rússia 71 165 0
10/02 09:14 4.8 LEVE Ilhas Curilas, Rússia 67 225 0
10/02 05:35 5.4 MODERADO Sudoeste da Sibéria (Rússia) 14 1875 0.1
10/02 04:40 2.5 LEVE Sul do Alasca 91 0 0
10/02 03:51 4.0 LEVE Fronteira entre a Índia e Bangladesh 68 15 0
10/02 03:04 4.9 LEVE Ilhas Bonin (próximo do Japão) 9 330 0
10/02 02:38 4.4 LEVE Grécia 29 45 0
10/02 02:12 5.1 MODERADO Atacama, Chile 64 660 0
10/02 00:41 4.6 LEVE Salta, Argentina 512 105 0
09/02 23:08 3.2 LEVE Ilha do Havaí, Havaí 3 0 0
09/02 19:24 5.0 MODERADO Região da Fratura de Owen 10 465 0
09/02 14:51 5.3 MODERADO Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 35 1335 0.1
09/02 13:05 4.7 LEVE Sul das ilhas Fiji 66 165 0
09/02 11:29 5.0 MODERADO Ilhas Bonin (próximo do Japão) 10 465 0
09/02 09:51 5.1 MODERADO Região das Ilhas Volcano, Japão 198 660 0
09/02 06:05 4.6 LEVE Panamá 39 105 0
09/02 04:36 4.8 LEVE Noroeste da Kashimira 13 225 0
09/02 04:17 2.8 LEVE Região de Porto Rico 7 0 0
09/02 04:12 2.5 LEVE Sul do Alasca 128 0 0
09/02 03:10 4.1 LEVE Panamá 32 15 0
09/02 01:29 5.0 MODERADO Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 28 465 0
09/02 00:52 4.7 LEVE Ilhas Fox, Alasca 134 165 0
08/02 22:02 5.2 MODERADO Ao largo do Oregon, EUA 10 945 0
08/02 22:01 4.9 LEVE Próximo à costa sul do Peru 31 330 0
08/02 17:14 5.0 MODERADO Ilhas Bonin (próximo do Japão) 18 465 0
08/02 16:42 5.5 MODERADO Ilhas Bonin (próximo do Japão) 39 2655 0.1
08/02 16:10 4.6 LEVE Mar de Okhotsk 504 105 0
08/02 15:50 5.0 MODERADO Ilhas Bonin (próximo do Japão) 10 465 0
08/02 15:45 4.9 LEVE Região das Ilhas Volcano, Japão 15 330 0
08/02 15:34 5.1 MODERADO Região das Ilhas Volcano, Japão 25 660 0
08/02 15:33 4.7 LEVE Região das Ilhas Volcano, Japão 35 165 0
08/02 15:27 5.3 MODERADO Sul de Java, Indonésia 56 1335 0.1
08/02 15:18 4.6 LEVE Ilhas Bonin (próximo do Japão) 10 105 0
08/02 13:03 5.4 MODERADO Atacama, Chile 94 1875 0.1
08/02 08:50 2.6 LEVE Alasca Central 12 0 0
08/02 08:16 5.0 MODERADO Mar de Banda 390 465 0
08/02 07:44 4.7 LEVE Ao largo do Oregon, EUA 10 165 0
08/02 06:24 4.4 LEVE Norte do Irã 10 45 0
08/02 05:40 3.0 LEVE Alasca Central 10 0 0
08/02 04:45 2.5 LEVE Ilhas Fox, Alasca 26 0 0
08/02 04:08 4.8 LEVE Região das Ilhas Filipinas 52 225 0
08/02 01:46 4.5 LEVE Ilha de Creta, na Grécia 47 75 0
08/02 00:28 3.5 LEVE Centro da Califórnia, EUA 6 0 0
07/02 23:28 3.6 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 20 0 0
07/02 23:24 3.5 LEVE Ilhas Rat, Aleutas, Alasca 5 0 0
07/02 20:47 3.8 LEVE Ilhas Rat, Aleutas, Alasca 85 0 0
07/02 19:53 6.2 FORTE Ilhas Salomão 413 29925 1.5
07/02 19:27 3.5 LEVE Próximo às Ilhas Kodiak, Alasca 47 0 0
07/02 16:22 4.5 LEVE Região de Hindu Kush (Afeganistão) 87 75 0
07/02 15:19 4.9 LEVE Ilhas Bonin (próximo do Japão) 10 330 0
07/02 14:24 4.7 LEVE Sul de Xinjiang (China) 10 165 0
07/02 13:50 2.7 LEVE Novo México (EUA) 5 0 0
07/02 13:49 2.7 LEVE Ilhas Fox, Alasca 25 0 0
07/02 12:29 2.8 LEVE Ilha do Havaí, Havaí 44 0 0
07/02 12:09 2.6 LEVE Ilhas Fox, Alasca 25 0 0
07/02 10:14 2.7 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 13 0 0
07/02 08:21 2.6 LEVE Sul do Alasca 112 0 0
07/02 08:08 5.3 MODERADO Região de Nias, Indonésia 82 1335 0.1
07/02 05:55 4.9 LEVE Taiwan 10 330 0
07/02 05:46 4.7 LEVE Fronteira entre o Panamá e Costa Rica 33 165 0
07/02 05:41 2.8 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 21 0 0
07/02 02:42 2.9 LEVE Ilhas Fox, Alasca 25 0 0
07/02 02:10 3.4 LEVE Península do Alasca 225 0 0
06/02 23:56 4.0 LEVE Sul da Califórnia, EUA 15 15 0
06/02 22:07 2.7 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 25 0 0
06/02 21:41 4.9 LEVE Bougainville, Papua Nova Guine 106 330 0
06/02 20:06 3.0 LEVE Sul do Alasca 10 0 0
06/02 19:40 4.7 LEVE Kyushu (Japão) 152 165 0
06/02 16:47 5.2 MODERADO Região das ilhas Loyalty 38 945 0
06/02 16:02 2.6 LEVE Região de Porto Rico 56 0 0
06/02 15:16 4.7 LEVE Ao largo de Bio-Bio, Chile 3 165 0
06/02 15:00 2.6 LEVE Ilhas Fox, Alasca 25 0 0
06/02 14:32 2.6 LEVE Alasca Central 100 0 0
06/02 13:46 4.8 LEVE Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 42 225 0
06/02 12:50 2.8 LEVE Península do Alasca 150 0 0
06/02 11:21 5.6 MODERADO Próximo à Sumatra, Indonésia 9 3765 0.2
06/02 10:55 3.2 LEVE Região da República Dominicana 22 0 0
06/02 10:25 4.8 LEVE Ilhas Bonin (próximo do Japão) 9 225 0
06/02 10:08 4.5 LEVE Costa da Nicarágua, Nicarágua 78 75 0
06/02 08:20 4.6 LEVE Península do Alasca 26 105 0
06/02 08:20 4.4 LEVE Península do Alasca 4 45 0
06/02 08:13 4.6 LEVE Sul do Irã 10 105 0
06/02 07:24 2.5 LEVE Península do Alasca 3 0 0
06/02 06:50 4.4 LEVE Ilhas Fox, Alasca 20 45 0
06/02 05:37 4.8 LEVE Sudeste de Taiwan 10 225 0
06/02 03:40 3.4 LEVE Sudeste do Alasca 3 0 0
06/02 03:17 2.6 LEVE Ilhas Andreanoff, Aleutas, Alasca 25 0 0
06/02 01:48 3.2 LEVE Ilhas Fox, Alasca 12 0 0
06/02 01:18 3.2 LEVE Região de Porto Rico, América Central 142 0 0
06/02 01:06 5.0 MODERADO Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 35 465 0
05/02 21:39 3.0 LEVE Ilhas Rat, Aleutas, Alasca 5 0 0
05/02 21:02 4.8 LEVE Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 35 225 0
05/02 19:12 3.4 LEVE Região de Porto Rico 92 0 0
05/02 17:52 3.7 LEVE Alasca Central 4 0 0
05/02 17:18 2.8 LEVE Sul do Alasca 5 0 0
05/02 16:11 5.6 MODERADO Região de Bio-Bio, Chile 13 3765 0.2
05/02 14:29 3.1 LEVE Região da República Dominicana 55 0 0
05/02 12:37 4.9 LEVE Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 35 330 0
05/02 08:37 4.9 LEVE Região das Ilhas Vanuatu, Melanésia 35 330 0
05/02 07:35 3.5 LEVE Alasca Central 17 0 0
05/02 05:27 4.1 LEVE Próximo às Ilhas Kodiak, Alasca 43 15 0
05/02 01:56 5.3 MODERADO Próximo à costa leste de Honshu, Japão 35 1335 0.1
04/02 23:56 3.2 LEVE Península de Kenai, Alasca 50 0 0
04/02 23:36 4.9 LEVE Região das ilhas Fiji 582 330 0
08/01 11:51 4.0 LEVE Brasil, 10 km de Trombas (GO) 11 15 0
LEVE 0 0
xx/xxxx:xxx.xMODERADO------------------------------------xxxxxxxxxxxxxxx
 DataHoraMag.IntensidadeLocalProf.Tons de TNTBA

Prof = Profundidade em km
Tons de TNT = Quantidade de energia liberada equivalente em toneladas de TNT
BA = Quantidade de bombas atômicas equivalentes à de Hiroshima, de 20 Ktons de TNT

Relatório Sismológico

O mapa ao lado destaca o tremor que ocorreu no Brasil, a 10 km da cidade de Trombas (GO) às 11:51 UTC do dia 08/01. Esse evento ocorreu a 11 km de profundidade e atingiu 4.0 graus de magnitude, abaixo das coordenadas 13.51S e 48.83W.
De acordo com dados recebidos do Instituto de Pesquisas geológicas dos EUA, USGS, nas últimas 48 horas ocorreram 145 abalos tectônicos. Do total registrado, 116 foram sismos de baixa intensidade e 25 apresentaram magnitude moderada. 4 tremores foram classificados entre forte e muito forte.
Quantidade de terremotos anuais
Mag/Data 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011Média AnualProjeção
2011
8.0 a 8.9 2 1 2 4 0 1 1 01 (1)0
7.0 a 7.9 14 10 9 14 12 16 21 417 (1)54
6.0 a 6.9 141 140 142 178 168 144 151 6134 (2)81
5.0 a 5.9 1515 1693 1712 2074 1768 1885 1927 1471319 (2)1987
4.0 a 4.9 10888 13917 12838 12078 12291 6803 10005 192130002595
Total 31194 30478 29568 29685 31777 14812 20864 436
Mortes 228802 82364 6605 712 88011 1777 226895 2
Até 27 de janeiro 2011
(1) Desde 1900 - (2) desde 1990
Sismoscópio
 Atualizado em 11/02 às 21:30
escala Richter

Entenda o Monitor
O mapa no topo da página mostra os últimos eventos registrados no planeta nos últimos 7 dias. O mapa é navegável, bastando clicar e arrastar o mouse para mover a imagem. No lado esquerdo do mapa existem seis botões que permitem navegar ou aplicar zoom à imagem. Botões no lado direito permitem três tipos de visualização: Mapa da região - Imagem de Satélite - Mapa + Imagens de satélite.

Abaixo do mapa temos a tabela de eventos em ordem de acontecimentos. Basta clicar sobre a localidade para que o mapa superior apresente a área desejada.
O sismoscópio acima mostra uma representação gráfica da magnitude dos terremotos recentes, permitindo uma avaliação instantânea da sismicidade atual do planeta. 

Brasil recebe supercomputador para ajudar na previsão do tempo

Se a qualidade da previsão do tempo no Brasil depender de maior capacidade computacional, então as notícias são bastante animadoras. O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) acaba de receber um dos mais modernos supercomputadores do mundo, capaz de realizar nada menos que 16 trilhões de operações matemáticas por segundo.

supercomputador
O novo supercomputador foi importado da empresa norte-americana Cray e chegou a São José dos Campos, em São Paulo, nesta segunda-feira (4). O equipamento pesa cerca de 40 toneladas e vai permitir ao Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (INPE) uma melhora substancial na qualidade da previsão do tempo no Brasil.
O supercomputador é avaliado em US$ 23 milhões e deve entrar em operação no CPTEC), ligado ao INPE, no início de 2011.
A grande capacidade de processamento de dados vai permitir uma previsão do tempo mais precisa em uma escala muito pequena.
A necessidade de um investimento em um equipamento deste porte vem crescendo desde que tragédias climáticas passaram a atingir o Brasil com maior frequência e intensidade. Um exemplo presente na memória são as enchentes e deslizamentos que assolaram o Vale do Itajaí em 2008, que aconteceram sem qualquer aviso ou chance de prevenção. Mais recentemente, outro deslizamento de grande porte em razão das fortes chuvas terminou em catástrofe na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2010.

Desliazmento em Angra dos reis
O que muda com o supercomputador
A atual infra-estrutura computacional do CPTEC está operando no limite de sua capacidade, o que impede a incorporação de avanços que já foram obtidos nas áreas de modelagem numérica. O novo equipamento deverá ampliar em 50 vezes essa capacidade, tornando possível a implementação de uma série de inovações já em curso.

De acordo com o instituto, o nível de detalhamento da previsão do tempo contemplará grades de 5 quilômetros quadrados para toda a América do Sul e 20 quilômetros para o resto do globo, permitindo gerar dados mais confiáveis, de melhor qualidade e com mais dias de antecedência.
Em uma área como a Grande São Paulo, por exemplo, será possível saber a diferença da chuva que cairá na zona leste e no centro da capital. Atualmente, o INPE faz esse calculo para pontos com distância de 20 quilômetros.

Grade sobre São Paulo

Performance
Com o novo equipamento, o CPTEC deverá aumentar a precisão de prognósticos de eventos extremos como chuvas intensas, granizo, geada, nevoeiro, ventos fortes, ondas de calor entre outros, conseguindo antecipar a magnitude de um acontecimento.

Na área de previsão do clima sazonal, para até três meses, os especialistas esperam um maior aperfeiçoamento da modelagem física da atmosfera, com uma melhor representação, por exemplo, das nuvens, da umidade do solo e de regiões cobertas por gelo e neve.
A chegada do novo supercomputador também deve trazer avanços para as previsões ambientais e de qualidade do ar, que incluem gases, como monóxido e dióxido de carbono e óxido nitroso, e aerossóis, material gerado pelas queimadas e emissões urbanas e industriais. Esse tipo de previsão que atualmente é feita para três dias será estendida para seis dias, com boa confiabilidade, diz o CPTEC.
Na prática poderemos ter previsões da qualidade do ar com resolução de 3 quilômetros para diferentes sub-regiões da Grande São Paulo, como bairros da zona sul e da zona leste.
Todo o Centro de pesquisa passará por uma grande adaptação nos próximos meses. O novo supercomputador substitui os 1100 processadores do atual supercomputador do CPTEC, para mais de 30 mil processadores, que irão exigir grande esforço na montagem dos diferentes modelos de meteorologia. Para se ter uma idéia da capacidade de processamento, um computador de ponta vendido no comércio especializado conta hoje em dia com 4 núcleos independentes, enqanto o novo supercomputador utilizará nada menos que 30528 núcleos.


Legenda: No topo, sala atual do supercomputador utilizado no CPEC. Na sequência, deslizamento ocorrido na Ilha Grande no dia primeiro de janeiro de 2010, que soterrou uma pousada e diversas casas na virada do ano. Abaixo a imagem de satélite da Grande São Paulo que mostra à esquerda, a distância entre os pontos que o INPE calcula a previsão do tempo. Com o novo supercomputador essa distância chegará a apenas 5 quilômetros, simulada na imagem à direita. A mudança vai possibilitar uma maior precisão na previsão do tempo. Crédito: CPTEC/ Geo Planos / Google Maps / Apolo11.com.

Aurora boreal: um dos mais belos espetáculos do planeta

Os habitantes das latitudes mais elevadas são bastante privilegiados na observação das auroras, mas nem todos têm uma paisagem a altura do fenômeno. No entanto, quando o cenário colabora é possível ver o quanto nosso planeta é belo, capaz de transformar um violento bombardeio de partículas cósmicas em um espetáculo único em nosso Sistema Solar.

Aurora Boreal no leste do Alasca
Clique para ampliar
A foto acima é um exemplo dessa beleza. A cena retrata de forma ímpar as montanhas nevadas de Santo Elias, no Alasca oriental, iluminadas pela cândida luz da Lua que contrasta com o tênue brilho de uma aurora boreal. Acima das montanhas, as espessas nuvens também são iluminadas e projetam sua luz sobre o sereno lago Willow, que testemunha o espetáculo.
Apesar da luz produzida, nem as auroras nem a luz do luar causam poluição luminosa, o que permite que as trilhas das estrelas do hemisfério norte sejam vistas de forma bastante nítida nesta foto de longa exposição, que mais lembra as belas obras impressionistas.
As auroras são produzidas pelo choque entre as partículas carregadas vindas do Sol e os átomos de oxigênio e nitrogênio presentes na alta atmosfera terrestre, que se ionizam e produzem as luzes.
As auroras podem ser previstas através da quantidade de raios-x que chega à Terra e acontecem alguns dias depois que um poderoso evento magnético solar é detectado, mas cá entre nós, diante dessa paisagem quem é que vai ligar para esses detalhes técnicos?
Bons céus!

Foto: Aurora Boreal sobre o leste do Alasca, registrada no dia 1 de outubro de 2010 pelo fotógrafo Paul Alsop. Crédito: Nasa/Apod/Paul Alsop/Apolo11.com

Bolas de fogo no céu: mais comuns do que você pensa!

Muitas vezes recebemos relatos de pessoas que viram estranhos objetos luminosos no céu. As descrições são sempre muito parecidas e retratam objetos semelhantes a meteoros cruzando o firmamento, mas com brilho muito mais intenso. Alguns, mais afeitos às teorias conspiratórias, logo se apressam em dizer que se trata da chegada de discos-voadores, mas que o fato será "abafado" para não criar pânico na população. Acredite se quiser, mas ainda tem gente que pensa assim!

Teorias conspiratórias à parte, o fato é muitos desses objetos brilham tanto que podem ser vistos até mesmo de dia, principalmente nas primeiras horas da manhã ou antes do anoitecer. Ao contrário do se possa imaginar, não estamos falando dos satélites de órbita baixa, como a Estação Espacial ou o telescópio Hubble. Estamos falando das bolas de fogo ou meteoros de grande brilho, que cruzam o céu muito mais vezes do que você imagina!
No dia 25 de fevereiro de 2008, uma segunda-feira, Michele Kiefer, moradora da cidade de Ithaca, Nova York, levava seu cão para passear quando foi surpreendida por uma imensa bola de fogo cruzando o céu. "Se as estrelas pareciam como pontos no céu, a bola de fogo lembrava uma moeda", compara Kiefer. "Foi sensacional e realmente muito brilhante", disse John Cook, que viu o mesmo objeto a partir da cidade Endicott, também em Nova York. "Se alguém estivesse olhando o céu, não tinha como não ver. Era enorme!", completou.
Alguns dias antes, na distante Groenlândia, um pequeno asteróide se desintegrou acima da cidade de Thule. "No primeiro momento achei que fosse algum avião caindo", disse Sara Lyberth. "Parecia haver fogo e imediatamente chamei a polícia". Ao chegar ao local o policial Farda Olsen não perdeu tempo e registrou a imagem (foto abaixo) da trilha de fumaça deixada pelo objeto, ligeiramente desfeita pelo vento.


Estatísticas
Diariamente, a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteróides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles muito brilhantes.

De acordo com cálculos feitos pelo astrônomo Bill Cooke, ligado à Nasa, bolas de fogo tão brilhantes quanto o planeta Vênus ocorrem mais de 100 vezes ao dia. Outras, mais brilhantes ainda e comparadas ao brilho da Lua crescente cruzam o céu pelo menos uma vez a cada dez dias. Segundo o astrônomo, existem ainda bolas de fogo extremamente grandes e brilhantes, com magnitude visual que pode chegar a -13 e que acontecem a cada cinco meses. Apenas para lembrar, magnitude negativa de -13 equivale ao brilho da Lua Cheia!

No entanto, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruzam o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento.
Como você viu, uma grande bola de fogo não é tão difícil assim de se ver. Talvez o negócio seja fazer como a Michele: levar o cachorro pra passear e ficar olhando para cima. As chances de ver os grandes meteoros são bem maiores do que você pensava!
Bons Céus!
Fotos: No topo, uma gigantesca bola de fogo cruza o céu de South Wales, na Inglaterra. A foto foi feita no dia 01 de outubro de 2003 pelo adolescente Jon Burnett, enquanto se divertia com seu skate. De acordo com o relato do jovem, a bola de fogo levou quatro minutos para cruzar o céu e segundo especialistas da Nasa, tinha o tamanho aproximado de um sofá. Na ocasião, a foto de Burnett foi capa do site da Nasa. Na seqüência vemos a foto feita por Farda Olsen, no dia 17 de fevereiro de 2008 na cidade de Thule, na Groenlândia. Acima, gráfico mostra as estatísticas relacionadas às aparições das bolas de fogo. Créditos: Nasa, Farda Olsen, e Space Weather. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ministro pede informações à Câmara antes de decidir liminar sobre suplente

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do Mandado de Segurança (MS 30321) impetrado pelo suplente de deputado federal José Carlos de Jesus Rodrigues, mais conhecido com Zé Carlos da Pesca (PP/BA), requisitou informações ao presidente da Câmara dos Deputados para que possa analisar o pedido de liminar formulado no MS. Determinou, também, que José Carlos complemente dados apresentados no processo, no prazo de cinco dias.
No mandado de segurança, Zé Carlos da Pesca pretende ver reconhecido seu direito líquido e certo de tomar posse na cadeira aberta na Câmara dos Deputados em razão da nomeação do deputado federal Mário Sílvio Mendes Negromonte, de seu partido, para o Ministério das Cidades. O entendimento do STF é o de que a vaga decorrente de renúncia ou licença deve ser ocupada pelo primeiro suplente do partido, e não da coligação. A não observância dessa decisão pela Mesa da Câmara tem levado diversos suplentes a recorrer ao STF.