Seguidores

TV

quarta-feira, 27 de abril de 2011

STF define que um terço da jornada dos docentes seja fora da aula

Definição da carga horária dos professores na lei do piso nacional havia sido questionada na Justiça

Naiara Leão, iG Brasília | 27/04/2011 16:36
Compartilhar:
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a reserva de um terço da carga horária de professores para a realização de atividades extraclasse, como planejamento pedagógico. A lei que fixa a carga horária e um piso nacional para os professores foi questionada na Justiça pelos estados do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com a decisão, o professor que cumpre jornada de 40 horas semanais, tem de ficar pelo menos 13 horas em atividades fora da sala de aula.
No início do mês, o Supremo se posicionou a favor do piso salarial da categoria, que deve ser calculado sem contar benefícios, como bônus e gratificação. Na ocasião, os ministros não formaram consenso sobre a questão da carga horária e decidiram esperar o presidente Corte Cezar Peluso.
Nesta quarta, o plenário retomou o julgamento da carga horária do magistério e o ministro Peluso considerou inconstitucional a definição da jornada de trabalho, empatando o placar em 5 votos contra a carga horária e 5 a favor. O ministro José Antonio Dias Toffoli se absteve da votação. Seguindo o voto do ministro relator, Joaquim Barbosa, o plenário decidiu manter o artigo da lei que separa um terço das 40 horas semanais de trabalho para realização de atividades fora da sala de aula, e a Lei do Piso passa a valer na íntegra sem nenhuma altração.

No entanto, como a decisão sobre o horário de trabalho não alcançou o quórum de seis votos, não se aplicam os efeitos vinculantes em relação a esse artigo da legislação, o que significa que a decisão poderá ser questionada novamente, e outros tribunais poderão julgar de outras formas. O debate, inclusive, pode voltar novamente para o STF.
Os cinco estados que questionaram a constitucionalidade da lei 11.738/ 2008 alegam que ela fere o princípio de autonomia das unidades da federação prevista na Constituição. Também argumentam que a lei não leva em consideração o orçamento e a quantidade de trabalhadores de cada unidade da federação.
Entenda a controvérsia
Em 2008, o Congresso aprovou lei que define um piso nacional para os professores e reservava um terço da carga horária de 40 horas para atividades extracurriculares.
No mesmo ano, governadores de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167 questionando a validade da lei aprovada no Congresso.
Uma decisão liminar concedida aos cinco Estados pelo Supremo invalidou o dispositivo que reservava tempo para atividades fora da sala de aula e considerou que o valor pago como piso poderia incluir vantagens, além do salário.
Neste ano, o novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou não ter mais interesse na ADI. Porém, a Justiça impede que um reclamante se desligue oficialmente do processo em andamento.
Em julgamento no início do mês, o STF manteve o pagamento do piso sem considerar benefícios, conforme previsto na lei. Hoje, ele voltou a se posicionar em favor da lei e a fixação da carga horária de 40 horas com reserva de tempo para atividades extra classe.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Metade da população com mais de 55 anos é hipertensa

Dados divulgados nesta terça-feira mostram que número de hipertensos é estável desde 2006 e distribuição gratuita de remédios para a doença cresceu até 99%

Priscilla Borges, iG Brasília | 26/04/2011 13:20
Compartilhar:
Sinal de alerta para os brasileiros: metade da população com mais de 55 anos é hipertensa segundo o Ministério da Saúde. Os números mostram que situação piora entre os idosos, em que 60% das pessoas com mais de 65 anos tem hipertensão. Os dados inéditos da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados nesta terça-feira pelo ministro Alexandre Padilha, mostram que a situação da doença no País é estável.
Quando os jovens são inseridos na avaliação, os números da hipertensão mostram que um quarto da população (23,3%) já foi diagnosticado com hipertensão arterial. A pesquisa realizada anualmente conversou com 54.339 adultos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. As mulheres são mais numerosas entre os hipertensos (25,5%) do que os homens (20,7%).
Segundo o ministro, o envelhecimento da população é o principal fator prevalência da hipertensão e a diferença entre homens e mulheres hipertensos se deve ao fato de elas procurarem mais os serviços de atendimento à saúde. “Percebemos com a pesquisa também que a importância da informação para evitar a hipertensão. A prevalência dos casos se dá entre as pessoas mais pobres e menos escolarizadas. A idéia de que essa é uma doença de classe média não corresponde com a realidade”, afirmou.
Distribuição de medicamentos
Padilha aproveitou a divulgação da pesquisa para fazer um balanço do programa Saúde não Tem Preço, que distribui remédios para hipertensão e diabetes de forma gratuita nas drogarias participantes do Aqui tem Farmácia Popular. Os dados dos primeiros meses de distribuição (desde fevereiro) mostram que o acesso aos remédios contra a hipertensão aumentou até 99% desde janeiro, quando a medicação ainda não era distribuída.
“Em janeiro, 658.649 pessoas pegavam os medicamentos contra hipertensão nas farmácias. Com a gratuidade, o número de brasileiros medicados subiu para 1.313.146. Nas outras doenças o efeito também foi percebido. O aumento no acesso a remédios para diabetes subiu até 75% depois do programa”, disse Padilha.
O ministro afirmou que, a partir de 4 de maio, novas medidas de controle do programa serão implementadas. Somadas às rotinas já existentes, como retenção de receita e de notas fiscais, proibição de entrega de remédios em casa, o programa passará a blindar transações eletrônicas, exigir dados como nome completo, CPF, endereço e número de autorização do DATASUS no cupom de entrega do remédio e cadastro dos vendedores.
Em março, mais de 2 milhões de pacientes já estavam cadastrados no programa e 15 mil farmácias credenciadas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Conhecimento: Veja as linhas do campo magnético da Terra

Invisível, o campo magnético terrestre é um dos principais fenômenos naturais que permitem a vida em nosso planeta. Sem ele, partículas altamente carregadas vindas do Sol e do espaço profundo atingiriam a superfície, fulminando os seres vivos ou mudando drasticamente as formas de vida como as conhecemos.

Linhas do campo magnético da Terra
Apesar de invisível, existem diversas formas de observar a aparência e o comportamento de um campo magnético. Uma dessas formas é a clássica experiência de escola, onde um pequeno ímã em forma de barra é colocado embaixo de uma folha de papel. Quando depositamos sobre essa folha uma pequena quantidade de limalha de aço, as linhas do campo magnético se revelam em interessantes padrões geométricos.
Naturalmente, não podemos fazer o mesmo com a Terra. Seria impossível viajarmos até o espaço e lançar ao redor do planeta toneladas de pó de ferro somente para ver as linhas do campo magnético. No entanto, com auxílio de instrumentos a bordo dos satélites podemos fazer algo bem parecido e com resultados ainda melhores.
A imagem acima foi criada pelo Centro Espacial Goddard, da Nasa, e foi baseada em dados coletados no espaço desde o início da Era Espacial. Na cena, os traços laranja e azul equivalem aos desenhos geométricos das limalhas de ferro do experimento escolar e mostram a orientação norte-sul das linhas do campo magnético da Terra.
Para a visualização, no lugar do pó de ferro os cientistas usaram os dados de sensores de radiação, capazes de detectar e contar as partículas atômicas - prótons e elétrons - que se movem no espaço ao redor do planeta. No entanto, diferente do padrão simétrico do experimento escolar, a imagem revela que a as linhas do campo magnético terrestre são deformadas e empurradas no sentido oposto àquele iluminado pelo Sol.

linhas do campo magnético
Isso acontece devido ao vento solar, uma espécie de jato de partículas eletricamente carregadas sopradas pela estrela, que distorce e empurra as linhas do campo magnético da Terra. Em algumas situações, as perturbações são tão intensas que a interação com o campo magnético produz surtos de correntes extremamente elevados, capazes de causar danos nas redes de distribuição elétrica, panes em satélites e bloqueios nas transmissões de rádio.

Ilustrações: No topo, Concepção artística mostra as linhas do campo magnético, de acordo com dados coletados por mais de 50 anos, desde o início da Era Espacial. Acima, experimento clássico mostra as linhas do campo magnético ao redor de um ímã em forma de barra. 

domingo, 17 de abril de 2011

Ex-secretário municipal acusado de peculato pede prisão domiciliar

Notícias STFImprimir
Quinta-feira, 14 de abril de 2011



O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu Reclamação (RCL 11549) ajuizada por S.L.F.L., que se encontra há quase um mês em prisão cautelar no Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto (SP), com pedido de liminar para aguardar em prisão domiciliar a decisão final a ser proferida em ação penal na qual é réu. Na inicial, S.L. informa que está sendo processado por ter supostamente cometido o crime de peculato (artigo 312 do Código Penal) em dezembro de 2003, “quando ainda era o secretário dos Negócios Jurídicos da Prefeitura do Município de Águas de São Pedro” (SP).
Ainda de acordo com a ação, a prisão cautelar foi decretada pelo juiz da Vara Única da Comarca de São Pedro, com base nos argumentos de “estar ele foragido, ter o intuito de furtar-se à aplicação da lei penal, não pretender colaborar com a instrução processual, ostentar péssimos antecedentes criminais e demonstrarem as circunstâncias sua inaptidão para o convívio social”.
O acusado afirma não estar foragido, pois “há vários anos” teria se mudado para São José do Rio Preto, onde, na companhia do pai, do irmão e do primo, abriu um escritório de advocacia. Sustenta ainda que é casado, tem dois filhos e vivia com a mãe de 82 anos, o que demonstraria a ausência de intenção de se ausentar da família. Por isso, afirma ter ficado surpreso com a prisão cautelar, cuja revogação tentou sem sucesso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Na reclamação, o ex-secretário alega que o juiz da causa, ao decretar a prisão cautelar, desconsiderou o fato de o investigado “ser advogado militante e regularmente inscrito nos quadros da OAB”, e lembra que a Lei 8.906/1994 (Estatuto da OAB) garante aos advogados o direito de não ser preso, antes de sentença transitada em julgado, a não ser em sala de Estado Maior, “com instalações e comodidades condignas”, ou, na sua falta, em prisão domiciliar. Ele sustenta que, como não existe sala de Estado Maior nas unidades da Polícia Militar paulista, tem o direito à prisão domiciliar até a decisão final no processo penal.
CF/AD

sábado, 16 de abril de 2011

Material estelar é 10 bilhões de vezes mais forte que o aço

Praticamente todos sabem que o aço é um material bastante duro e resistente, mas novas simulações feitas por cientistas americanos demonstraram que a camada externa de algumas estrelas pode ser muito mais dura. Segundo os pesquisadores, a crosta das estrelas de nêutrons pode ser até 10 bilhões mais forte que o aço.

"Por incrível que pareça, é verdade", disse o físico Charles Horowitz, ligado à universidade de Indiana e autor do estudo publicado no periódico Physical Review Letters. De acordo com Horowitz, a crosta das estrelas de nêutrons é tão densa que pode aguentar facilmente mais de 10 bilhões de vezes a pressão requerida para partir o aço. Em outras palavras, esse tipo de estrela abrigaria o material mais resistente do Universo.

Para chegar a essa conclusão, Horowitz e sua equipe fizeram uma série de simulações em supercomputadores e calcularam que uma simples colher desse material estelar pesaria aproximadamente 100 milhões de toneladas. As simulações também apontaram que o único objeto mais denso que uma estrela de nêutrons seria um buraco negro.

De acordo com Horowitz, as simulações foram aplicadas a uma pequena área da camada externa de uma estrela de nêutrons, onde foram rastreados os deslocamentos individuais de mais de 12 milhões de partículas. "Conseguimos calcular com bastante precisão a deformação exercida sobre a crosta estelar, que apenas se rompe sobre regiões 'montanhosas' da estrela", disse o pesquisador. Essas montanhas seriam, no entender de Horowitz, irregularidades na superfície da estrela capazes de produzir ondas gravitacionais que, ao menos em teoria, alterariam o espaço-tempo.

Estrela de Nêutrons
Uma estrela de nêutrons é o que resta quando uma estrela de grande massa esgota seu combustível nuclear e desmorona, produzindo um núcleo muito pequeno e altamente denso.

A gravidade criada durante o colapso se torna tão intensa que até mesmo os prótons e elétrons se comprimem formando nêutrons, transformando o gigantesco núcleo estelar a menos de 10 quilômetros de diâmetro. O núcleo se torna tão comprimido que uma simples colher desse material estelar pesaria mais de 100 milhões de toneladas e seria, de acordo com Horowitz, 10 bilhões de vezes mais forte que o aço.
O período de rotação de uma estrela desse tipo varia desde 5 revoluções por segundo a mais de 700 revoluções por segundo

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Entenda a utilidade do tablet e se ele substitui o computador

O ultraportátil iPad, da Apple, pode ter virado febre no mundo, mas nem todo mundo entende a sua utilidade. O computador em formato de prancheta busca aprimorar o acesso a funções disponíveis nos smartphones. Apesar de ser possível navegar pelo celular, não é muito confortável ler páginas completas de sites na tela pequena. Em um tablet, a experiência de navegar na internet evolui: o usuário tem mais espaço para ler e-mails, textos, imagens e vídeos com a ponta dos dedos.
Acesse o link

Apple terá fábrica no Brasil, afirma jornal chinês

Os rumores de que a Apple terá uma fábrica no Brasil vêm ganhando força. Segundo o jornal China Times, o grupo Hon Hai, que fabrica produtos da Apple na China, estaria se preparando para fabricar alguns deles também no Brasil, no Estado de São Paulo. A Hon Hai é dona da Foxconn, que produz aparelhos eletrônicos para a HP e a Sony, em Jundiaí, no interior paulista. Outras informações indicam que o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin, poderá fazer o anúncio da fábrica da Apple neste mês.
Acesse o link

YouTube abre canal de transmissão ao vivo

O site de vídeos YouTube vai abrir um canal voltado para a transmissão de filmes, programas de TV e shows ao vivo. Chamado de YouTube Live, o canal ficará em fase de testes e, inicialmente, terá alguns eventos ao vivo. A transmissão de conteúdo ao vivo será feita por meio de parceiros do Google. O objetivo, de acordo com texto publicado no blog do site, é ter milhares de parceiros publicando vídeos ao vivo em seus canais nos próximos meses.
Acesse o link

Compra de celular no exterior exige cuidados

Com o câmbio favorável para o brasileiro, os smartphones, que custam caro por aqui, entram na lista de encomendas de viagens ao exterior. No entanto, quem opta por trazer celulares pode se dar mal ao tentar utilizá-los no país. É completamente possível que alguém compre um aparelho no exterior e ele, simplesmente, não funcione por questões de incompatibilidade tecnológica. Saiba o que analisar antes de adquirir um aparelho fora do país.
Acesse o link

Mozilla lista extensões que deixam Firefox mais lento

Logo após o lançamento da versão 4.0 do segundo navegador mais usado no mundo, a desenvolvedora Mozilla Foundation divulgou uma lista de extensões ('add-ons') que deixam o browser mais lento. O ranking é liderado pelo complemento de tradução FoxLingo, que, segundo a Mozilla, faz com que o Firefox demore 74% mais tempo para iniciar. Ironicamente, o FastestFox, que promete ganhos de produtividade, pode retardar em 33% a inicialização do browser.
Acesse o link

Daniela Louise Braun
Daniela Louise Braun é jornalista da área de tecnologia há dez anos e hoje é editora-assistente do jornal Valor Econômico online. Formada pela Fundação Cásper Líbero em 1995, foi vencedora do Prêmio Comunique-se 2009 na categoria "Melhor Jornalista de Tecnologia", atuou na empresa de mídia Now!Digital Business como editora-chefe online, editora executiva do site IDG Now! e repórter do jornal Computerworld. Em agosto de 2005 estreou no quadro diário CBN Tecnologia da Informação, no programa CBN Brasil, ancorado por Carlos Alberto Sardenberg.
Entre em contato pelo e-mail dbraun@gmail.com


 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

06/04/2011 - 21h01 STF decide que piso salarial para professores é constitucional Publicidade MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA

 O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira que é constitucional a fixação do piso salarial para professores da rede pública de ensino. A maioria dos ministros entendeu que o piso deve ser composto apenas pelo vencimento básico, sem levar em consideração os benefícios adicionais, como vale-refeição e gratificações.
Os ministros, no entanto, ainda não formaram consenso sobre o regime de trabalho dos professores fixado na lei 11.738 de 2008, que criou o piso. A questão será discutida na próxima semana. O Supremo vai avaliar se é constitucional o artigo da lei que determina a dedicação de um terço da jornada de trabalho de 40 horas por semana seja para atividades extraclasse, como estudo e planejamento das aulas.
O adiamento foi provocado porque não se criou a maioria necessária de seis votos para este ponto. Os ministros decidiram esperar o presidente da Corte, Cezar Peluso, que está em viagem oficial. Alguns ministros argumentaram que seria ilegal a determinação para que 33% da carga horária dos professores fosse dedicado ao estudo e ao planejamento das aulas porque isso seria uma atribuição de Estados e municípios.
A legalidade da lei que criou o piso foi decida durante julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará.
Os governos alegavam falta de previsão orçamentária correspondente ao aumento salarial e à contratação de professores para suprir a mudança da jornada de trabalho prevista pela lei do piso. Os Estados ainda pediam a possibilidade de contabilizar no valor do piso as vantagens recebidas pelos professores.
Atualmente, o piso dos professores é de R$ 1.187,97 mensais para 40 horas por semana. Esse valor, segundo o Ministério da Educação, é 16% maior que o anterior, em vigor desde janeiro de 2009. Na época em que a lei foi editada, o piso salarial foi fixado em R$ 950.
Relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa defendeu que não houve invasão de competência da União ao fixar o piso. O ministro criticou o alegado problema de caixa. "Duvido que não haja um grande número de categorias de servidores, que não esta, que tenha rendimentos de pelo menos 10, 12, até 15 vezes mais que esse piso. Para essas categorias, jamais essas questões orçamentárias são levadas em conta", disse.
Também votaram a favor da manutenção do salário mínimo os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Ellen Gracie, Celso de Mello e Ayres Britto e Gilmar Mendes.
Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra a manutenção do piso. "É inimaginável a União legislar sobre serviço em área geográfica de Estados e municípios".
A vice procuradora-geral da República, Debora Duprat, também abordou os problemas financeiros dos Estados no julgamento e lembrou que há previsão para que a União complemente os gastos com o piso. "Ninguém pode ignorar que nesse país tivemos situação de professores recebendo menos de R$ 100 por mês em alguns lugares. Os impactos decorrentes dessa necessidade de valorização [piso] do professor para se chegar de fato ao ensino de qualidade seria suportada pela União".
Ao defender a lei, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que no ano passado 40 municípios pediram complementação para o pagamento do piso, enquanto em 2009, 20 cidades recorreram ao fundo.
Para o o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação), Roberto Leão, o julgamento do Supremo representou um grande avanço para a categoria ao fixar que o piso não inclui os benefícios. "Do ponto de vista da concepção do piso não ser composto pela gratificação, já foi uma grande vitória", disse.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Universo: a Cruz de Einstein e a curvatura do espaço-tempo

 Quando se fala em miragem, quase sempre nos vem à mente aquelas paisagens do deserto ou das estradas, onde uma falsa imagem é criada pelo desvio da luz refletida na areia ou asfalto quente. No Universo essas miragens também acontecem, mas são provocadas por motivos bem diferentes.
Lente gravitacional - Cruz de Einstein
Clique para ampliar
A imagem acima é um exemplo típico de um desses fenômenos, chamado de Cruz de Einstein. A cena, captada pelo telescópio espacial Hubble mostra uma distante galáxia envolta por quatro pontos centrais que parecem ser o seu núcleo. Parece, mas não é.
O que se vê na imagem é na realidade a luz proveniente de um distante e poderoso objeto, que ao passar pelo intenso campo gravitacional da galáxia é dividida em quatro feixes, em um mecanismo conhecido como "lente gravitacional".
Em 1915, Albert Einstein comprovou que a massa de um grande objeto pode criar uma curvatura no espaço-tempo ao seu redor, capaz até mesmo de curvar a trajetória de um raio de luz que passe pelas imediações. Dessa forma, um grupo de galáxias de grande massa também provoca uma forte curvatura no espaço-tempo, fazendo com que todos os raios luminosos que atravessem a região sejam curvados, formando uma verdadeira lente cósmica.
Ao curvar a luz dos objetos, uma lente gravitacional permite enxergar outros elementos que estejam atrás das galáxias, criando uma ferramenta de grande utilidade no estudo do Universo. No caso da imagem mostrada, o objeto visualizado é um poderoso quasar escondido atrás do centro da galáxia, que não seria visível se não fosse a deformação do espaço-tempo criada pela colossal força da gravidade.

Lentes diferentes
Nem todas as imagens criadas pelas lentes gravitacionais são iguais e dependem da geometria dos elementos envolvidos na criação da lente. Se a lente é esférica, por exemplo, a imagem resultante se parecerá com um anel luminoso, chamado "anel de Einstein". Se for alongada a imagem irá parecer como a "Cruz de Einstein", dividida em quatro. Se a lente é formada por um aglomerado de galáxias teremos a formação de arcos ou "arclets" de luz, grosseiramente descritas como tendo a forma de uma banana.

Atualmente, os cientistas já observaram mais de 500 lentes gravitacionais, mas para que sejam úteis precisam ser cuidadosamente estudadas para se conhecer exatamente como elas curvam os raios luminosos. Este estudo é altamente complexo e até o momento somente dez lentes desse tipo foram completamente compreendidas.

Einstein e o eclipse de Sobral
A primeira vez que a curvatura do espaço-tempo foi observada na prática ocorreu durante o eclipse solar de 1919. Na ocasião, um grupo de astrônomos da Royal Astronomical Society de Londres veio até a cidade de Sobral, no Ceará, com o objetivo de medir o desvio da luz de uma estrela ao passar pela borda do disco solar.


eclipse de Sobral
Segundo Einstein, a luz da estrela deveria ser desviada em 1,75 segundos de arco, duas vezes maior que o previsto pela teoria de Newton.
No dia do eclipse, em 29 de maio, os cientistas fizeram sete boas imagens do fenômeno e em novembro do mesmo ano a Royal Astronomical Society anunciou que os resultados obtidos confirmavam o desvio da luz e a teoria de Albert Einstein.


Fotos: No topo, típica lente gravitacional mostra a luz de um poderoso quasar posicionado atrás da galáxia. Sem a curvatura do espaço-tempo não seria possível ver o objeto. Acima, "chapa" do eclipse total do Sol visto em Sobral, no Ceará. As marcas verdes são as estrelas usadas como referência para a comprovação da teoria de Albert Einstein. Créditos: Nasa/Hubble Science/Apod/Royal Astronomical Society/Apolo11.com.
Direitos Reservados
Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link:
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com.spacenews.php?posic=dat_20100211-091832.inc

domingo, 27 de março de 2011

7/03/2011 - 07h32 Donos usam laranjas em licitações de rádios e TVs

 Levantamento feito pela repórter especial da Folha no Rio Elvira Lobato mostra que empresas abertas em nomes de outras pessoas (laranjas) são frequentemente usadas por especuladores, igrejas e políticos para comprar concessões de rádio e TV em licitações do governo federal.
Entre os "proprietários" há funcionários públicos, donas de casa e enfermeiro, pessoas com renda incompatível com os negócios. Durante três meses, a reportagem analisou casos de 91 empresas; 44 não funcionam nos endereços registrados. De 1997 a 2010, o Ministério das Comunicações ofereceu 1.872 concessões de rádio e 109 de TV.
Alguns reconheceram à Folha que emprestaram seus nomes para que os reais proprietários não figurem nos registros oficiais. Nenhum, porém, admitiu ter recebido dinheiro em troca.
A pasta diz não ter como identificar se os nomes nos contratos são de laranjas. Afirma também que não pode contestar a veracidade de documentos emitidos por cartórios e juntas comerciais, alguns dos meios usados pela Folha para identificar os proprietários.
A reportagem completa está disponível para assinantes da Folha e do UOL.