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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brasil recebe supercomputador para ajudar na previsão do tempo

Se a qualidade da previsão do tempo no Brasil depender de maior capacidade computacional, então as notícias são bastante animadoras. O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) acaba de receber um dos mais modernos supercomputadores do mundo, capaz de realizar nada menos que 16 trilhões de operações matemáticas por segundo.

supercomputador
O novo supercomputador foi importado da empresa norte-americana Cray e chegou a São José dos Campos, em São Paulo, nesta segunda-feira (4). O equipamento pesa cerca de 40 toneladas e vai permitir ao Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (INPE) uma melhora substancial na qualidade da previsão do tempo no Brasil.
O supercomputador é avaliado em US$ 23 milhões e deve entrar em operação no CPTEC), ligado ao INPE, no início de 2011.
A grande capacidade de processamento de dados vai permitir uma previsão do tempo mais precisa em uma escala muito pequena.
A necessidade de um investimento em um equipamento deste porte vem crescendo desde que tragédias climáticas passaram a atingir o Brasil com maior frequência e intensidade. Um exemplo presente na memória são as enchentes e deslizamentos que assolaram o Vale do Itajaí em 2008, que aconteceram sem qualquer aviso ou chance de prevenção. Mais recentemente, outro deslizamento de grande porte em razão das fortes chuvas terminou em catástrofe na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2010.

Desliazmento em Angra dos reis
O que muda com o supercomputador
A atual infra-estrutura computacional do CPTEC está operando no limite de sua capacidade, o que impede a incorporação de avanços que já foram obtidos nas áreas de modelagem numérica. O novo equipamento deverá ampliar em 50 vezes essa capacidade, tornando possível a implementação de uma série de inovações já em curso.

De acordo com o instituto, o nível de detalhamento da previsão do tempo contemplará grades de 5 quilômetros quadrados para toda a América do Sul e 20 quilômetros para o resto do globo, permitindo gerar dados mais confiáveis, de melhor qualidade e com mais dias de antecedência.
Em uma área como a Grande São Paulo, por exemplo, será possível saber a diferença da chuva que cairá na zona leste e no centro da capital. Atualmente, o INPE faz esse calculo para pontos com distância de 20 quilômetros.

Grade sobre São Paulo

Performance
Com o novo equipamento, o CPTEC deverá aumentar a precisão de prognósticos de eventos extremos como chuvas intensas, granizo, geada, nevoeiro, ventos fortes, ondas de calor entre outros, conseguindo antecipar a magnitude de um acontecimento.

Na área de previsão do clima sazonal, para até três meses, os especialistas esperam um maior aperfeiçoamento da modelagem física da atmosfera, com uma melhor representação, por exemplo, das nuvens, da umidade do solo e de regiões cobertas por gelo e neve.
A chegada do novo supercomputador também deve trazer avanços para as previsões ambientais e de qualidade do ar, que incluem gases, como monóxido e dióxido de carbono e óxido nitroso, e aerossóis, material gerado pelas queimadas e emissões urbanas e industriais. Esse tipo de previsão que atualmente é feita para três dias será estendida para seis dias, com boa confiabilidade, diz o CPTEC.
Na prática poderemos ter previsões da qualidade do ar com resolução de 3 quilômetros para diferentes sub-regiões da Grande São Paulo, como bairros da zona sul e da zona leste.
Todo o Centro de pesquisa passará por uma grande adaptação nos próximos meses. O novo supercomputador substitui os 1100 processadores do atual supercomputador do CPTEC, para mais de 30 mil processadores, que irão exigir grande esforço na montagem dos diferentes modelos de meteorologia. Para se ter uma idéia da capacidade de processamento, um computador de ponta vendido no comércio especializado conta hoje em dia com 4 núcleos independentes, enqanto o novo supercomputador utilizará nada menos que 30528 núcleos.


Legenda: No topo, sala atual do supercomputador utilizado no CPEC. Na sequência, deslizamento ocorrido na Ilha Grande no dia primeiro de janeiro de 2010, que soterrou uma pousada e diversas casas na virada do ano. Abaixo a imagem de satélite da Grande São Paulo que mostra à esquerda, a distância entre os pontos que o INPE calcula a previsão do tempo. Com o novo supercomputador essa distância chegará a apenas 5 quilômetros, simulada na imagem à direita. A mudança vai possibilitar uma maior precisão na previsão do tempo. Crédito: CPTEC/ Geo Planos / Google Maps / Apolo11.com.

Aurora boreal: um dos mais belos espetáculos do planeta

Os habitantes das latitudes mais elevadas são bastante privilegiados na observação das auroras, mas nem todos têm uma paisagem a altura do fenômeno. No entanto, quando o cenário colabora é possível ver o quanto nosso planeta é belo, capaz de transformar um violento bombardeio de partículas cósmicas em um espetáculo único em nosso Sistema Solar.

Aurora Boreal no leste do Alasca
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A foto acima é um exemplo dessa beleza. A cena retrata de forma ímpar as montanhas nevadas de Santo Elias, no Alasca oriental, iluminadas pela cândida luz da Lua que contrasta com o tênue brilho de uma aurora boreal. Acima das montanhas, as espessas nuvens também são iluminadas e projetam sua luz sobre o sereno lago Willow, que testemunha o espetáculo.
Apesar da luz produzida, nem as auroras nem a luz do luar causam poluição luminosa, o que permite que as trilhas das estrelas do hemisfério norte sejam vistas de forma bastante nítida nesta foto de longa exposição, que mais lembra as belas obras impressionistas.
As auroras são produzidas pelo choque entre as partículas carregadas vindas do Sol e os átomos de oxigênio e nitrogênio presentes na alta atmosfera terrestre, que se ionizam e produzem as luzes.
As auroras podem ser previstas através da quantidade de raios-x que chega à Terra e acontecem alguns dias depois que um poderoso evento magnético solar é detectado, mas cá entre nós, diante dessa paisagem quem é que vai ligar para esses detalhes técnicos?
Bons céus!

Foto: Aurora Boreal sobre o leste do Alasca, registrada no dia 1 de outubro de 2010 pelo fotógrafo Paul Alsop. Crédito: Nasa/Apod/Paul Alsop/Apolo11.com

Bolas de fogo no céu: mais comuns do que você pensa!

Muitas vezes recebemos relatos de pessoas que viram estranhos objetos luminosos no céu. As descrições são sempre muito parecidas e retratam objetos semelhantes a meteoros cruzando o firmamento, mas com brilho muito mais intenso. Alguns, mais afeitos às teorias conspiratórias, logo se apressam em dizer que se trata da chegada de discos-voadores, mas que o fato será "abafado" para não criar pânico na população. Acredite se quiser, mas ainda tem gente que pensa assim!

Teorias conspiratórias à parte, o fato é muitos desses objetos brilham tanto que podem ser vistos até mesmo de dia, principalmente nas primeiras horas da manhã ou antes do anoitecer. Ao contrário do se possa imaginar, não estamos falando dos satélites de órbita baixa, como a Estação Espacial ou o telescópio Hubble. Estamos falando das bolas de fogo ou meteoros de grande brilho, que cruzam o céu muito mais vezes do que você imagina!
No dia 25 de fevereiro de 2008, uma segunda-feira, Michele Kiefer, moradora da cidade de Ithaca, Nova York, levava seu cão para passear quando foi surpreendida por uma imensa bola de fogo cruzando o céu. "Se as estrelas pareciam como pontos no céu, a bola de fogo lembrava uma moeda", compara Kiefer. "Foi sensacional e realmente muito brilhante", disse John Cook, que viu o mesmo objeto a partir da cidade Endicott, também em Nova York. "Se alguém estivesse olhando o céu, não tinha como não ver. Era enorme!", completou.
Alguns dias antes, na distante Groenlândia, um pequeno asteróide se desintegrou acima da cidade de Thule. "No primeiro momento achei que fosse algum avião caindo", disse Sara Lyberth. "Parecia haver fogo e imediatamente chamei a polícia". Ao chegar ao local o policial Farda Olsen não perdeu tempo e registrou a imagem (foto abaixo) da trilha de fumaça deixada pelo objeto, ligeiramente desfeita pelo vento.


Estatísticas
Diariamente, a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteróides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles muito brilhantes.

De acordo com cálculos feitos pelo astrônomo Bill Cooke, ligado à Nasa, bolas de fogo tão brilhantes quanto o planeta Vênus ocorrem mais de 100 vezes ao dia. Outras, mais brilhantes ainda e comparadas ao brilho da Lua crescente cruzam o céu pelo menos uma vez a cada dez dias. Segundo o astrônomo, existem ainda bolas de fogo extremamente grandes e brilhantes, com magnitude visual que pode chegar a -13 e que acontecem a cada cinco meses. Apenas para lembrar, magnitude negativa de -13 equivale ao brilho da Lua Cheia!

No entanto, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruzam o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento.
Como você viu, uma grande bola de fogo não é tão difícil assim de se ver. Talvez o negócio seja fazer como a Michele: levar o cachorro pra passear e ficar olhando para cima. As chances de ver os grandes meteoros são bem maiores do que você pensava!
Bons Céus!
Fotos: No topo, uma gigantesca bola de fogo cruza o céu de South Wales, na Inglaterra. A foto foi feita no dia 01 de outubro de 2003 pelo adolescente Jon Burnett, enquanto se divertia com seu skate. De acordo com o relato do jovem, a bola de fogo levou quatro minutos para cruzar o céu e segundo especialistas da Nasa, tinha o tamanho aproximado de um sofá. Na ocasião, a foto de Burnett foi capa do site da Nasa. Na seqüência vemos a foto feita por Farda Olsen, no dia 17 de fevereiro de 2008 na cidade de Thule, na Groenlândia. Acima, gráfico mostra as estatísticas relacionadas às aparições das bolas de fogo. Créditos: Nasa, Farda Olsen, e Space Weather. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ministro pede informações à Câmara antes de decidir liminar sobre suplente

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do Mandado de Segurança (MS 30321) impetrado pelo suplente de deputado federal José Carlos de Jesus Rodrigues, mais conhecido com Zé Carlos da Pesca (PP/BA), requisitou informações ao presidente da Câmara dos Deputados para que possa analisar o pedido de liminar formulado no MS. Determinou, também, que José Carlos complemente dados apresentados no processo, no prazo de cinco dias.
No mandado de segurança, Zé Carlos da Pesca pretende ver reconhecido seu direito líquido e certo de tomar posse na cadeira aberta na Câmara dos Deputados em razão da nomeação do deputado federal Mário Sílvio Mendes Negromonte, de seu partido, para o Ministério das Cidades. O entendimento do STF é o de que a vaga decorrente de renúncia ou licença deve ser ocupada pelo primeiro suplente do partido, e não da coligação. A não observância dessa decisão pela Mesa da Câmara tem levado diversos suplentes a recorrer ao STF.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Biografias em risco

No último dia 31, mais um round na luta pela preservação da memória e na propagação da história do país, foi perdido. O projeto de lei que atinge em cheio o mercado de biografias no país, do então deputado federal Antonio Palocci, foi arquivado na Câmara dos Deputados. Basicamente uma emenda ao artigo 20 do Código Civil, permitindo “a divulgação da imagem e de informações biográficas sobre pessoas de notoriedade pública, personalidades da política e da cultura”, o projeto é fundamental para o futuro do gênero no país. Que, apesar de consolidado em nosso mercado editorial, com leitores fiéis, bons autores e vendas significativas, tem sofrido pressões e derrotas nos últimos anos que aos poucos o vão inviabilizando.

Biografias em risco II
No último sábado, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que como congressista apoiava o projeto de Palocci, se comprometeu a conversar com o atual Ministro da Casa Civil no sentido de encontrar algum deputado sensível à causa, que possa reapresentar o projeto na nova legislatura recém-empossada. É um alento que, se confirmar, volta a colocar em evidência o tema, que tem como antagonistas a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e deputados como Paulo Maluf.

Biografias em risco III
Só para refrescar a memória do leitor da coluna. A lista de exemplos de biografias que sofreram algum tipo de retaliação judicial nos últimos anos é grande. Da indenização, no mínimo inusitada, a um “personagem” de “Meu nome não é Johnny”, do jornalista Guilherme Fiúza, que mesmo com a utilização de nomes fictícios na obra, se viu obrigado a ressarcir, assim como sua editora, o cidadão que teria servido de inspiração para a composição de um personagem secundário da obra. Mais cruel foi a retirada de circulação da biografia do cantor Roberto Carlos, de Paulo César Araújo. Algo já ocorrido nos anos 1990 com Ruy Castro e as herdeiras de Mané Garrincha. Além de situações no mínimo esdrúxulas, como as ameaças por escrito da quarta esposa de Raul Seixas, Kika Seixas, endereçadas a diversas editoras que eventualmente venham a publicar alguma biografia não-autorizada do falecido roqueiro.

Biografias em risco IV
A censura às biografias não pode ser dissociada da não abertura de arquivos e a restrição ao acesso a documentos importantes da nossa história. É difícil imaginar uma democracia que não ofereça a seus cidadãos a oportunidade de conhecer os processos que formataram a nação em que vivem, ao longo de décadas, séculos. Ao mesmo tempo, soa mais coerente a regimes não democráticos a escolha do que se deve ou não ser exposto à sociedade. Afinal, a quem é transferido o direito da população escolher as partes de sua história que pretende conhecer? O “Notícia em foco”, da CBN, do último dia 24, tratou do tema com os escritores Guilherme Fiúza e Fernando Morais. Para ouvi-lo clique no link abaixo. 
Acesse o link

O centenário de Bishop
Os cadernos culturais do último final de semana trouxeram praticamente sem exceção matérias sobre o centenário da poeta Elizabeth Bishop. A americana, que viveu no país por mais de uma década, é um grandes do gênero no pós-guerra. Que a efeméride desperte no leitor brasileiro um renovado interesse na autora que João Cabral de Melo Neto definiu em poema como dotada da rara capacidade de filtrar “o essencial/que todos vemos mas não vemos”.

José Godoy
José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista "Legado", da qual é colunista, e os jornais "Valor Econômico" e "O Globo". Desde 2006, apresenta o programa "Fim de Expediente", junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1.
Entre em contato pelo e-mail zegodoy@hotmail.com


 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ISS sobre embalagens: julgamento sobre suspensão da cobrança é interrompido por pedido de vista

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou hoje (03) o julgamento de liminares dentro de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 4389 e 4413) que questionam a incidência de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) sobre o trabalho gráfico na fabricação e circulação de embalagens. O relator das duas ADIs, ministro Joaquim Barbosa, votou no sentido de suspender a eficácia do subitem 13.05 da lista anexa à Lei Complementar 116/2003, e em seguida o julgamento foi suspenso com o pedido de vista da ministra Ellen Gracie.
O subitem 13.05 da LC 116/2003 prevê a tributação pelo ISS das atividades de composição gráfica, fotocomposição, clicheria, litografia e fotolitografia. Com base nele, os municípios vêm cobrando o tributo sobre a impressão de embalagens, rótulos, bulas e manuais de produtos. As ADIs foram propostas, respectivamente, pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) e pela Confederação Nacional da Indústria.
Segundo a ABRE, a regra não se aplica à produção de embalagens porque o trabalho gráfico, nesse caso, seria apenas uma etapa do processo de circulação mercantil, e as embalagens insumos do processo produtivo de outras mercadorias. Para a CNI, o serviço gráfico só é tributável pelo ISS quando o tomador do serviço é o usuário final (como no caso de cartões de visita e receituários médicos, por exemplo). Quando se trata de um insumo, produto intermediário ou embalagem de produto que será posteriormente comercializado, a tributação deve se dar apenas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).
Em seu voto sobre a cautelar, o ministro Joaquim Barbosa destacou que o sistema tributário descentralizado adotado no Brasil, que atribui a competência para a tributação à União, aos Estados e aos municípios conforme a natureza da atividade (industrial, comercial e de serviços), dá margem a diversos conflitos, pela sobreposição de âmbitos de incidência. Em casos anteriores, o STF decidiu que os serviços gráficos por encomenda estão sujeitos ao ISS, mas os produtos gráficos dos quais resultassem produtos colocados indistintamente no comércio, com características quase uniformes, sofreriam a incidência do ICMS.
A situação, segundo Joaquim Barbosa, comporta uma analogia com a distinção entre softwares vendidos em prateleiras e os personalizados, desenvolvidos de acordo com as necessidades do cliente. “A distinção entre a prestação de serviços e a comercialização de mercadorias é sutil”, afirmou. “A evolução social, técnica e científica tende a tornar obsoletos conceitos há muito tidos como absolutos, e exigem novos paradigmas para calibrar a carga tributária de acordo com a expressão econômica das atividades.”
No caso das gráficas, Barbosa defende que a solução está no papel da atividade no ciclo produtivo. As embalagens têm função técnica na industrialização – conservação, transporte, armazenamento e manuseio de produtos, além da exibição de informações aos consumidores. “Nesse juízo inicial, tenho como plausível a caracterização desse tipo de atividade como circulação de mercadorias (venda), ainda que fabricadas as embalagens de acordo com as especificações do cliente”, explicou, ao votar pela suspensão do dispositivo legal até o julgamento do mérito da ADI.
A ministra Ellen Gracie, ao pedir vista, informou que tem sob sua relatoria um processo com a mesma matéria.
CF/CG